sábado, julho 23, 2005

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2 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Este quadro é extraordinário. Consegue ser ternurento e terrífico ao mesmo tempo.

10:35 da manhã  
Blogger Sérgio A. Correia disse...

Gustav Klimt é, com efeito, um dos mais interessantes pintores do Expressionismo alemão (vienense…). Na sua obra há uma profunda introspecção, uma análise muito aguda das personagens que retrata. Escolhi este quadro precisamente por achar que nele está de certo modo condensada a estética não só do autor, mas do Expressionismo em geral.
Há três aspectos neste quadro que me agradam imenso: 1) o poder absolutamente genial de "manipulação" visual e até mesmo óptica (brilhantemente teorizada e demonstrada pelo Rudolph Arnheim) exercido sobre o espectador--o centro do quadro está plenamente preenchido e é nele que focalizamos imediatamente o nosso olhar de antipatia. Isto é óbvio. No entanto, somos automaticamente impelidos a examinar a "periferia" do mesmo, como se inconscientemente estivéssemos à espera de encontrar algo de paradisíaco, de celestial— algo de libertador; 2) Outro aspecto que me fascina é o jogo dos falsos contrastes: o nosso irmão símio é, à primeira vista, um ser repelente e assustador em contraste com as cândidas meninas nuas de formas esguias e delicadas. Voyeurs que somos, acreditamos na inocência do nosso voyeurismo. Contudo não é isto que se passa, pois a donzelas não se mostram assustadas com a presença do energúmeno. Muito pelo contrário: convivem pacificamente com ele e, na pior das hipóteses, amuam, fazem beicinho e exprimem alguma frustração e desalento; 3) A minha “tese” é a seguinte: o símio é uma delas. Uma mulher. Alguém que desceu aos infernos e se transformou num “monstro…

7:47 da manhã  

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